Era uma Vez...Santos    

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EDIÇÃO DE 05 DE JANEIRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians apresenta novas evidências que antecipam em mais de 20 anos o início do remo na cidade. Com base em reportagens da Revista Commercial de 1872, ele descreve as regatas do Club Neptuno, realizadas no Valongo, com disputas entre portugueses e ingleses e grande público.

Willians mostra que já em 1863 havia competições independentes de remo, o que faz de Santos a segunda cidade do país a promover o esporte, após o Rio de Janeiro e antes de Porto Alegre — reposicionando-a como um dos berços do remo brasileiro.

 

 


EDIÇÃO DE 19 DE JANEIRO DE 2025 

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians reconstitui a “Revolta do Sal”, ocorrida em 1710, quando Bartholomeu Fernandes de Faria, fazendeiro de Jacareí, liderou índios e escravos contra o monopólio régio do sal em Santos. O grupo saqueou armazéns locais e pagou simbolicamente à Coroa, em protesto contra a exploração econômica.

Willians contextualiza o episódio no sistema mercantilista português e nas tensões entre colonos e autoridades, destacando Bartholomeu como símbolo de resistência popular e contestação à ordem colonial.

 

 


EDIÇÃO DE 02 DE fevereiro DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians revisita as origens do Porto de Santos, apontando 1541 como seu verdadeiro início, com os embarques de açúcar do Enguaguaçu — muito antes da inauguração do cais em 1892. Ele destaca o papel de Braz Cubas na transferência do porto da Barra para o Enguaguaçu, origem da futura vila.

Willians analisa a evolução portuária, do ciclo do açúcar ao apogeu do café e à modernização pela Companhia Docas, propondo que 1541 seja reconhecido como marco oficial — o que fará o Porto de Santos completar 500 anos em 2041.

 

 


EDIÇÃO DE 16 DE FEVEREIRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians narra a criação do primeiro Carnaval organizado de Santos, em 1858, quando a recém-formada Sociedade Carnavalesca Santista — presidida por Antônio Marques de Paes — substituiu o antigo Entrudo por uma festa planejada e familiar.

O artigo descreve os desfiles de máscaras, cavaleiros e carruagens, além dos bailes no Teatro do Largo do Campo, destacando o evento como o marco inicial da tradição carnavalesca santista.

 

 


EDIÇÃO DE 02 DE MARÇO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians revisita a origem do Instituto Dona Escholástica Rosa, criado em 1908 por vontade de João Octávio dos Santos — filho de uma mulher negra e escravizada que destinou sua fortuna à educação de jovens órfãos e pobres. Projetado por Ramos de Azevedo e supervisionado por Júlio Conceição, o prédio marcou o início do ensino técnico no país.

Willians ressalta o pioneirismo do Instituto, a atuação da Santa Casa e de Artur Porchat de Assis, e defende sua requalificação como Escola Nacional de Restauro, em homenagem ao legado de João Octávio.

 

 

 


EDIÇÃO DE 16 DE MARÇO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra a trajetória de Ofélia Ramos Anunciato, santista que revolucionou a TV brasileira ao criar, em 1958, o programa Meu Mundo é a Cozinha, na TV Santos — o primeiro dedicado à culinária no país.

O artigo acompanha sua ascensão nacional com o sucesso de Cozinha Maravilhosa da Ofélia, na TV Bandeirantes, e sua consagrada carreira literária, com 14 livros e prêmios como o Jabuti, destacando o legado da santista que se tornou ícone da cultura e da gastronomia brasileira.

 

 


EDIÇÃO DE 30 DE MARÇO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians revela que o sacerdote Giovanni Maria Mastai-Ferretti — futuro Papa Pio IX — esteve em Santos em 1823, hospedado no Convento Franciscano do Valongo durante missão apostólica rumo ao Chile.

O artigo ressalta que Santos foi o primeiro porto das Américas a receber um futuro Papa e lembra a homenagem posterior feita por Pio X. Willians ainda destaca curiosidades sobre Pio IX, o pontífice de maior reinado e o primeiro a ser fotografado, reforçando o elo histórico entre a cidade e a Igreja Católica.

 

 


EDIÇÃO DE 13 DE ABRIL DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians resgata o início do ciclismo na cidade, com a criação do Velo Sport Club Santista em 1896 e a inauguração do Velódromo de Santos, em 1897, no local onde hoje está o Teatro Coliseu. O evento reuniu grande público e marcou o surgimento de uma nova cultura esportiva.

Willians lembra que o ciclismo impulsionou o futebol santista, já que muitos jogadores vieram das pistas, e destaca o pioneirismo de Santos no desenvolvimento do esporte sobre duas rodas no Brasil.

 

 


EDIÇÃO DE 25 DE maio DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra Fábio Montenegro, poeta santista nascido em 1891 e falecido aos 29 anos, autor de Jornada Lírica e de inúmeros poemas publicados na imprensa local. Sua obra uniu a estética parnasiana a um lirismo marcante.

Willians traça sua breve trajetória — da infância humilde à consagração literária — e relembra as homenagens póstumas, como o busto de Leão Veloso e a coletânea Flâmulas, destacando Montenegro entre os grandes nomes da poesia santista.

 

 


EDIÇÃO DE 8 DE junho DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra a época em que Santos teve um aeroporto sobre as águas, entre as décadas de 1920 e 1940. O marco foi o pouso do hidroavião Atlântico, em 1º de janeiro de 1927, inaugurando as operações do Condor Syndikat, empresa alemã precursora da Cruzeiro do Sul.

Willians descreve a recepção do voo experimental, a criação da rota Rio–Florianópolis e o papel estratégico de Santos no sistema aéreo nacional, lembrando que o canal serviu como pista de pouso até 1951, quando terminou a era dos hidroaviões.

 

 


EDIÇÃO DE 25 DE maio DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra o Pavilhão dos Tuberculosos da Santa Casa, inaugurado em 1914 ao pé do Morro do Fontana, marco do combate à tuberculose e símbolo do pioneirismo médico santista.

O artigo aborda a epidemia da época, as campanhas para erguer o prédio e a atuação de médicos como Raymundo Soter de Araújo e José Martins Fontes. Willians recorda ainda o papel do pavilhão durante a gripe espanhola e seu declínio com as novas políticas de saúde, encerrando a história de um espaço dedicado à vida e à dignidade.

 

 


EDIÇÃO DE 8 DE julho DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians apresenta uma síntese da Revolução Constitucionalista de 1932, ilustrada com fotos de A Tribuna, do estopim em 23 de maio (MMDC) ao armistício de 28 de setembro. O texto aborda o levante contra Getúlio Vargas, a aclamação de Pedro de Toledo e a formação do Exército Constitucionalista.

Willians relembra as principais frentes de combate — Cunha, Mantiqueira, Amparo, Campinas, Guaratinguetá e o bombardeio ao Forte de Itaipu —, além das perdas de Santos Dumont e Júlio Marcondes Salgado, destacando a participação santista no movimento.

 

 


EDIÇÃO DE 25 DE JULHO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians recorda o 6 de outubro de 1971, quando Santos firmou seu primeiro acordo internacional de irmandade com Shimonoseki, no Japão, em cerimônia no Salão Nobre da Prefeitura. O ato marcou o início das relações oficiais da cidade com o exterior.

Willians relembra a visita do prefeito Katsumi Igawa e da comitiva japonesa, recebidos por Clóvis Bandeira Brasil, e destaca o valor simbólico do pacto, que uniu as duas cidades pela amizade e pelo intercâmbio cultural — primeiro passo das 26 irmandades internacionais de Santos.

 

 


EDIÇÃO DE 03 DE agosto DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra a era de ouro dos cassinos da Baixada Santista, entre as décadas de 1920 e 1940, quando locais como o Monte Serrat, Parque Balneário, Atlântico, Ilha Porchat e Grande Hotel do Guarujá simbolizavam luxo e prosperidade.

Willians aborda a legalização dos jogos, sua importância para o turismo e o impacto do decreto de 1946, que extinguiu os cassinos no país, marcando o fim de um período de glamour e convivência que deixou forte legado na memória regional.

 

 


EDIÇÃO DE 17 DE AGOSTO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra o lançamento da pedra fundamental da Associação Creche-Asylo “Anália Franco”, em 23 de agosto de 1925, na Avenida Ana Costa, 285. Fundada por Eunice Peregrino Caldas em 1902 e reorganizada por Ibrahim Nobre em 1922, a instituição unia filantropia e educação.

Willians descreve a cerimônia que reuniu autoridades e grande público, e acompanha a trajetória do prédio — de educandário a Grupo Escolar Dino Bueno —, destacando o valor histórico e simbólico do “Castelinho da Ana Costa” como patrimônio da memória santista.

 

 


EDIÇÃO DE 31 DE agosto DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians resgata a história de Anna Cândida de Azevedo Sodré Costa, cujo nome batiza a Avenida Ana Costa. Em 1889, ela ficou viúva após o assassinato do marido, Mathias Casimiro Alberto da Costa, pioneiro dos bondes em Santos, e criou sozinha os filhos.

Willians destaca o livro Anna Costa, Muito Além de uma Avenida, de Fabiola Savioli e Alejandro Nascimento, que trouxe as primeiras imagens autênticas do casal e corrigiu equívocos históricos, reafirmando sua importância na formação urbana e na memória santista.

 

 


EDIÇÃO DE 14 DE SETEMBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra a visita do imperador D. Pedro II à cidade, em 29 e 30 de agosto de 1875, marco do surgimento de dois registros históricos que completam 150 anos em 2025: o Livro de Ouro da Associação Comercial de Santos e os Livros de Visita da Beneficência Portuguesa.

O artigo reconstrói a chegada triunfal do monarca pela Estação do Valongo e o gesto simbólico de assinar os volumes, hoje preciosos guardiões da memória santista. Willians destaca as comemorações promovidas pelas duas instituições, que reafirmam o valor documental e histórico desses registros únicos.

 

 


EDIÇÃO DE 28 DE SETEMBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians faz um relato pessoal sobre o endereço onde vive há 27 anos — Rua Luís de Camões, 128 —, cuja história reflete a própria evolução urbana de Santos. O local já foi cocheira de burros, comércio de leite, quartel do Exército e sede da fábrica de jeans MacChad, até tornar-se, em 1995, o Residencial Varandas.

Willians revela que Pelé serviu como soldado no antigo quartel entre 1958 e 1959, quando conquistou seu primeiro título mundial. Conclui lembrando que “muitas das grandes histórias da cidade estão guardadas justamente sob os nossos pés”.

 

 


EDIÇÃO DE 12 DE OUTUBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians relembra a inauguração do marco distrital de Santos, em 12 de outubro de 1940, na Praça Mauá, com a presença de Adhemar de Barros. Construído em granito e bronze, o monumento estabeleceu o ponto geográfico central da cidade — o primeiro “ponto zero” do Estado de São Paulo.

Willians descreve a solenidade, o simbolismo do ato e o contexto de modernização promovido por Adhemar e Getúlio Vargas, ressaltando o valor histórico do marco, que permanece na Praça Mauá como referência da identidade cívica e territorial santista.

 

 


EDIÇÃO DE 2 DE NOVEMBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians resgata a passagem histórica da Expedição Langsdorff pela Vila do Porto de Santos, em 6 de setembro de 1825, quando a sumaca Aurora trouxe ao cais da Alfândega a comitiva científica que daria início a uma das maiores jornadas de pesquisa do século XIX no Brasil. Liderado pelo barão Georg Heinrich von Langsdorff, o grupo permaneceu cerca de cinco dias na cidade, período em que foram produzidos registros fundamentais da paisagem santista, como a aquarela do Mosteiro de São Bento, de Adrien Taunay, e o preciso mapa do porto elaborado pelo astrônomo russo Nester Rubtsov. A partir de Santos, a expedição seguiu rumo ao interior do país por extensas rotas fluviais, reunindo um acervo científico e artístico de valor inestimável, hoje reconhecido como uma das maiores epopeias da ciência no Brasil, tendo a cidade como seu ponto inaugural.


EDIÇÃO DE 9 DE NOVEBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians reconstrói a trajetória do ex-pracinha santista Milton Moreira Fernandes, combatente da Força Expedicionária Brasileira que sobreviveu aos campos de batalha da Itália, mas morreu em 23 de setembro de 1947 no abandono e na pobreza, no Morro de São Bento. O texto acompanha sua partida pelo cais de Santos rumo à guerra, o retorno ao país após a vitória aliada e os meses finais marcados pela doença, pela falta de assistência e pela indiferença oficial. A narrativa alcança forte repercussão com a denúncia publicada pelo jornal A Tribuna e com o artigo de Afonso Schmidt, que transformaram a morte de Milton em símbolo do drama vivido por inúmeros ex-combatentes esquecidos pelo país que defenderam.


EDIÇÃO DE 23 DE OUTUBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians reconstrói a noite de inauguração da Discoteca Zoom, em 21 de novembro de 1985, quando o antigo Teatro Independência, no Gonzaga, transformou-se no mais luxuoso templo da diversão santista. Idealizada por Chico Recarey, a casa marcou época com suas luzes, pistas tecnológicas, shows visuais e público estrelado, que incluiu personalidades como Pelé. O texto acompanha o impacto cultural da Zoom ao longo de uma década, seu papel na vida noturna da cidade até meados dos anos 1990 e a memória afetiva que permanece entre aqueles que viveram intensamente as madrugadas desse período.


EDIÇÃO DE 7 DE DEZEMBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians rememora a inauguração da Igreja do Imaculado Coração de Maria, ocorrida em 7 de dezembro de 1927, na Avenida Ana Costa, marco religioso e urbano que consolidou a fé de uma paróquia em plena expansão. O texto reconstrói os anos de mobilização da comunidade, as campanhas para viabilizar a obra, a grandiosa procissão inaugural presidida por Dom José Maria Parreira Lara e as primeiras cerimônias, entre elas o simbólico batismo coletivo de imigrantes japoneses. A narrativa também resgata as curiosidades históricas do local, como o antigo campo de futebol onde o Santos Futebol Clube disputou sua primeira partida em 1912, e destaca o valor arquitetônico do templo, projetado por Georg W. E. Przirembel, hoje reconhecido como um dos grandes símbolos de devoção, memória e identidade da cidade.


EDIÇÃO DE 21 DE DEZEMBRO DE 2025

Na coluna Era Uma Vez... Santos, Sergio Willians resgata a tradição dos presépios na cidade, desde os tempos da catequese jesuítica até as montagens domésticas e comunitárias que marcaram o imaginário santista ao longo do século XX. A narrativa percorre a função religiosa e pedagógica do presépio, sua presença nas igrejas históricas — como o Carmo, o Rosário e o Valongo — e os cenários populares que ganharam vida em espaços públicos, a exemplo do emblemático presépio do Mercado Municipal. Entre memórias afetivas, transformações estéticas e mudanças sociais, o texto revela como essa prática atravessou gerações, preservando um Natal vivido como experiência de fé, convívio e identidade cultural na cidade.